INÍCIO DA EXPEDIÇÃO CHAPADA DAS MESAS – MA (01 A 07/07)

Olá Pessoal,

Falta pouco para darmos início a mais uma grande aventura! No período de 01 a 07/07 faremos a Expedição Chapada das Mesas! O objetivo será pedalar e visitar as principais atrações turísticas do parque nacional com vários dias de acampamento, sem carro de apoio, levando tudo o que é necessário na bike. Enfrentaremos dificuldades, como o calor durante o dia e frio a noite, estradas de areia e o peso das bagagens, além do deslocamento de grandes distâncias em curtos períodos de tempo. O Mural irá descobrir as maravilhas do estado do Maranhão em uma semana de muita aventura!

O companheirismo como sempre será mais uma vez a grande força e a marca dessa aventura que tem o espírito e a “Emoção dos Desafios” do Mural.

Podem ter certeza que mais uma vez, traremos muitas histórias com fotos e vídeos para contar e mostrar aqui no Mural de Aventuras.

Somos 11 expedicionários: Alexandre Faria, Elson Siquara, Gustavo Freitas, Jean Andrade da Silva, José Bezerra, Josemario Leal, Kadjon Layno, Odilardo Filho, Ricardo Souza, Sérgio Luz e Wagner Plech.

"Se quer chegar rápido, vá sozinho. Se quer ir longe, vá com o Mural!”


PARTIU!!!


Nova Muralista: Carolina Lavisse Teixeira

Bem-vinda a nova Muralista: Carolina Lavisse Teixeira.
Em breve atualizaremos a página "Muralistas" com a foto da mesma de uniforme padrão!

9º Dia - Expedição Titicaca (Bolívia - Peru): Chullpas de Sillustani - O Cemitério Inca (Texto: Reinaldo Cezimbra)

Acordamos no hotel alternativo Ciudad del Lago por conta da lotação do hotel Plaza Mayor... a cama não era ruim mas o café da manhã foi um desastre!!! Não tivemos tempo de reclamar muito, afinal tínhamos um longo dia pela frente mas antes de partir para o pedal levamos nossas “tralhas” de volta para o hotel Plaza Mayor, pois voltaríamos a pernoitar nele na noite seguinte. Como acontece em muitas expedições, alguém tinha que “arregar”... e neste dia foram dois: Renato (GDI) e Mário (GDT). Os gordinhos estavam acabados... insistimos para irem mas não teve jeito. Odi pensou em não ir também, mas com nosso incentivo não desistiu, e fez bem, pois este dia foi surpreendente!
Com as duas novas baixas éramos apenas cinco. Como Puno está às margens do Titicaca iniciamos o pedal subindo muito para chegar ao topo da cordilheira e seguir viagem até o cemitério Inca Sillustani. O chefe havia mapeado um caminho alternativo mais calmo, sem veículos, porém mais difícil, em estrada de terra... Exatamente como a gente gosta. A temperatura oscilava e foi um tira e bota de roupa constante. Os 30 km da ida não terminavam nunca até que entramos à direita e a diversão aumentou... Seguimos num single track com paisagens incríveis e diferentes, só vistas em expedições. Foram muitas fotos e filmes com este visual inspirador. Quando se aproximava nosso destino olhamos para trás e uma gigantesca nuvem preta indicando chuva nos acompanhava... Neste ponto já podíamos ver o lago Umayo e nossa única opção foi acelerar naquela estradinha estreita com muita pedra solta e uma descida alucinante e muito rápida no final para coroar a primeira parte do dia. Chegando à portaria, surpresa!!! Tinha que pagar para entrar. Pensamos em ir direto para o topo do morro visitar as atrações arqueológicas, mas lembra daquela chuva?? Chegou, e chegou chegando. Como já passava do meio dia aproveitamos para almoçar, e que almoço... Simplesmente a melhor comida custo-benefício de toda a expedição!!! Um belo fettuccine salteado com carne e legumes com limonada para acompanhar.
Passada a chuva, finalmente subimos para conhecer o cemitério Inca e pode ter certeza, valeu a pena!!! São incríveis as estruturas remanescentes, ainda mais imagina-las sendo construídas por uma civilização no século 15. Grandes cilindros cônicos de doze metros de altura chamados “chullpas”, onde eram enterradas famílias inteiras com suas riquezas. Algumas delas foram explodidas por ladrões para roubar ouro e joias enquanto outras não chegaram a ser finalizadas. Estruturas similares são encontradas em outras regiões, mas estas são consideras os exemplares mais bem conservados dos altiplanos. Empolgados, subimos em algumas pedras para fazer as clássicas fotos do Mural até que o segurança com muita delicadeza (#sqn) mandou a gente descer e obrigou Elson a apagar as fotos do celular... para nossa sorte ele não se ligou que Elson ficou com as fotos tiradas na máquina fotográfica. (Acho que ele não lembra mais que existe isso!!!) A foto ficou top e foi no mesmo dia para as redes sociais.
Decidimos retornar pela estrada tradicional para não chegarmos à noite em Puno. Logo na saída haviam algumas residências em forma de pequenas vilas com lhamas amarradas em frente na intenção dos turistas pararem para fotos e assim poderem oferecer o artesanato. Batizamos de “o golpe da lhama!!!” Kkkkkk... e foi numa dessas pequenas vilas que tivemos um momento emocionante quando um menininho e uma menininha veio nos recepcionar. Ele adorou tirar fotos com cada um de nós e para retribuir eu e outros presenteamos ambos com tudo que tínhamos nas mochilas: banana passa, barras de cereal, frutas cristalizadas... A reação deles foi incrível, um sorriso enorme e muita satisfação. Com certeza foi melhor do que dinheiro. Seguimos então. A estrada reta e plena estava uma monotonia, até que ao parar para tirar água do joelho já era possível avistar a próxima estrada ao longe... Então sugeri pegarmos uma estrada de chão em diagonal que começava exatamente ali para cortarmos caminho... É claro que todo mundo concordou e a brincadeira ficou divertida novamente!!! Economizamos uns 5 km e saímos já na autoestrada sentido Puno. Mantivemos uma velocidade constante para ficarmos todos juntos. Pensávamos que não haveria mais subida... Engano total. Subimos, e subimos muito até chegar ao mesmo ponto do início do dia. Ai sim era só descer para finalizar a expedição.
Chegando ao hotel, Renato (GDI) disse que pensou em ir atrás de nós, pois logo depois que saímos, ele já estava disposto. Mas a preguiça falou mais alto e voltou para a cama. Foi bom, pois ele providenciou nosso “transfer” de volta à La Paz em um horário mais confortável do que aquele que havíamos comprado lá atrás desde o primeiro dia. Sendo assim pudemos aproveitar o final deste dia nas lojinhas de artesanato e nos restaurantes. Fomos dormir confortavelmente nas camas do melhor hotel de toda a expedição, mas ainda sem a sensação do dever comprido... o caminho era longo para voltar para casa...

New Imbassaí - A Trilha das Águas (Texto: Giulyano Lima)

Mais um dia de trilha top aqui pertinho no litoral norte, New Imbassaí, uma trilha nível 4 que se renova a cada edição e desta vez não seria de outra forma, já sabíamos que teríamos novos trechos para serem explorados.
Todos chegaram no horário assim não tivemos atrasos, éramos 7 muralistas: Foltz, Popó, Elson, Marcelo, Leonardo, Téo e eu. O tempo estava ótimo para pedalar, um rápido briefing e PARTIU! Iniciamos pelo caminho mais longo, já conhecido, com muitas subidas já de cara para aquecer. Entre subidas e descidas cruzamos o Rio Imbassaí a primeira vez sobre uma ponte, e Elson avisou que ainda teríamos que atravessá-lo algumas vezes, mas das próximas ocasiões ao natural. Iniciamos a parte nova e após alguns quilômetros nos encontramos outa vez com rio que da nome à região, desta vez Popó não resistiu e mergulhou para se refrescar nas águas, os outros preferiram atravessar por uma pinguela elevada. Seguimos para atravessar uma fazendo acompanhando as margens do Imbassaí, nos afastávamos em algumas subidas por estradas e singles mas sempre próximos do curso d’água; após um pequeno single, bastante divertido, chegamos ao novo local que Elson planejou atravessar novamente o rio para tentarmos encontrar uma parte da antiga trilha, porém, o single recém descoberto parecia seguir bastante promissor; uma rápida votação e foi unânime a decisão de seguir o single em subida, com muitas curvas, alguns tocos escondidos e totalmente sombreado pela árvores em toda sua extensão; mais uma excelente descoberta que empolgou a todos, seguimos por cerca de 3km até chegamos a um local aberto com uma estrada que parecia recém construída, continuamos o perdidão nessa direção, com subidas e descidas duras até chegarmos a mais um excelente local de banho, Popó novamente não pensou duas vezes e alguns outros também aproveitaram a oportunidade. Tentamos atravessar o rio e encontrar uma trilha que levasse adiante, contudo, não conseguimos achar caminho para atravessar a mata, decidimos então retornar e pegar novamente o single track descoberto, mas dessa vez descendo; ainda mais divertido, curvas técnicas, algumas até com escoras naturais e bastante rápido, mesmo com a vegetação um pouco fechada devido ao período de chuvas. Retornamos até o ponto anteriormente planejado para atravessarmos, nesse local o rio é bastante largo e após uma breve exploração encontramos um local com pedras que formavam algumas quedas d’água, permitindo a travessia. Mais um maravilhoso local de banho e muito bonito; para nossa surpresa, junto à outra margem, haviam disposto algumas pedras que formavam uma verdadeira jacuzzi gigante, dessa vez ninguém resistiu a cair na água, aproveitamos também para fazermos um lanche e limparmos um pouco as bikes. Muita resenha, todos refrescados, alimentados e hidratados, PARTIU! Logo próximo a este ponto, Elson tinha certeza que se atravessássemos a mata chegaríamos a uma trilha cerca de 100 metros à frente, tentamos por alguns minutos encontrar alguma passagem, mas como não encontramos, voltamos para seguir por uma estrada que se iniciava desse lado da margem do Imbassaí; parecia uma estrada já abandonada, com muita vegetação no meio terreno bastante pesado e muiiiita subida. Seguimos subindo bastante por uns 5 km até encontrarmos um trator guardado por cachorro que não queria deixar que nos aproximássemos, com os latidos logo o dono saiu da mata e pedimos autorização para seguirmos por aquele caminho, passagem concedida, seguimos subindo por mais uns 3km até chegarmos a uma casa à beira da estrada principal, já conhecida de outras edições; paramos para reagrupar e beber um pouco da água cedida pela moradora. Aqui acabava um duro, mas muito proveitoso, perdidão; até o momento havíamos percorrido cerca de 20km com quase 500m de ascensão acumulada.

2º Dia - 16º Desafio da Serra da Jiboia: De Santa Teresinha a Fazenda (Texto: Julio Cezar - Caimbrinha Brocação)

Olá pessoal, eu sou mais conhecido por "Caimbrinha Brocação" e vou relatar nosso dia no 16º Desafio da Serra da Jiboia do Mural de Aventuras.
Nosso segundo dia de pedal na Serra da Jibóia começou cedo. Pernoitamos em uma aconchegante pousada na cidade de Santa Teresinha e após tomarmos nosso café reforçado partimos para o pedal, agora com a companhia do muralista Marão. Inicialmente bem suave, uns 7 km de asfalto, para daí então pegamos um estradão. Nas primeiras pedaladas eu já me dei conta que não seria um dia fácil, senti a fadiga do dia anterior queimar a coxa, parecia até inicio de cãibras mas logo foi desaparecendo.
Pedalamos cerca de 15 km até chegar em Pedra Branca, tomamos tubaínas e tiramos algumas fotos. Dai então começou a subida, fizemos 7km  em direção as antenas, antes do topo paramos em uma cachoeira de água gelada e revigorante, foi maravilho o banho de cachoeira. Pedalamos por mais 2 km ate chegar ao topo. Entretanto, durante a subida sentir as vistas embaçada, fiquei preocupado pensado estar passando por uma hipoglicemia, ou coisa parecida. Mas quando perguntei a Marão, ele disse que eram as nuvens, kkk, foi motivo de resenha entre os muralistas.
A estrada que leva as antenas é estreita e de mata alta isso nos deixava mais curiosos e ansiosos para chegar logo ao topo. E não poderia ser diferente, quando chegamos ao fim da subida deparamos com uma vista exuberante, difícil de explicar, muito lindo, top, as fotos irão mostrar um pouco da beleza desse lugar. Então, paramos por alguns minutos no topo e como não daria tempo pra chegar à fazenda antes de meio dia, Elsão ligou para dona Maria para improvisar uma farofa, mas que nada, a Sra muito prestativa fez um banquete delicioso.
Porém como diz o ditado “tudo que sobe, desce”, na Serra da Jiboia não poderia ser diferente. E lá a descida e tão árdua quanto a subida, tiveram vários tombos, pois foi uma descida sem muita velocidade mas bem técnica e top, mato fechado, muitas raízes pelo chão molhado e cipós pelas passagens, então resolvi comprar vários terrenos,  sair quase de cadeira de roda, kkkk.
Depois pegamos um estradão de subidas e descidas pesadas, alcançando velocidades próximas a 70Km/h. Não demorou para chegarmos na casa de dona Maria, tomamos umas cevejinhas e almoçamos. Logo após voltamos a pedalar no sol a pino, senti o calor e o cansaço. Bezerra estava com uma bike coroa de 32T-11X42, isso fez com que ele apanhasse mais nas subidas. Sem duvida, para mim, a melhor parte do pedal foi quando passamos por uma trilha de grama verde batendo no joelho onde tinha apenas um fino carreiro que cabia apenas a roda da bike, foi top. Passamos pela trilha da matinha e nesse momento o cansaço era evidente entre os muralistas, a cada 10min eu perguntava se faltava muito para chegar.

8º Dia - Expedição Titicaca (Bolívia - Peru): Ilha Taquile - O Mergulho no Titicaca (Texto: Elson Siquara)

Amanheceu na Ilha Amantaní! Apesar da possível agonia em saber que iria dormir sem tomar banho e cheirando a fumaça, o cansaço foi tão grande que incrivelmente foi uma das minhas melhores noites na expedição, não acordei em nenhum momento com frio ou falta de ar...
A programação era tomar café e partir rumo à ilha Taquile. A primeira refeição do dia foi: “PANNNQUECAAAA” com goiabada e café solúvel ou chá de coca com muña. Panqueca está escrita assim, pois era desse jeito que o guia falava de forma engraçada e até tenebrosa, rsrsrs.
O percurso até Ilha Taquile durou aproximadamente uma hora. Logo percebi que iríamos subir novamente muitas ladeiras (a 4.000 metros de altitude) e que a caminhada também não seria fácil, mas a minha expectativa era grande, havia lido alguns relatos sobre a ilha, seu povo e costumes bastante exóticos.
Localizada a 45 quilômetros de Puno, no Peru, Taquile é casa para cerca de duas mil pessoas. Povo que tem regras próprias, um código de vestimenta interessantíssimo e que se acostumou a viver na altitude. Apesar de pequena, a ilha tem uma praça central, um mercadinho e está dividida em seis distritos. É possível saber parte da história de vida de cada morador de acordo com o tipo de gorro (chulia) que usa. As vermelhas simbolizam que aquele que a veste é casado; as brancas são usadas por solteiros; e as coloridas, em teoria, adornam somente cabeças que já foram ou são autoridades políticas na região. Além disso, a posição da chulia na cabeça indica se aquele homem solteiro está à procura de uma parceira.
As chulias são feitas pelos homens, que aprendem a arte a partir dos oito anos. As mulheres produzem outras peças de roupa e todos dividem funções, como cozinhar, colher batatas ou plantar. A tecelagem de Taquile é uma das mais valorizadas do Peru e foi declarada Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco, em 2008. Por conta do turismo, a produção de peças de roupas aumentou e passou a fazer parte da economia da ilha. A língua local é o quéchua, falado nos Andes desde antes dos incas e que foi adotado como idioma oficial do império. Totalmente isolada do restante do país até a década de 50, época em que achar alguém que falasse espanhol por ali era tarefa complicada, a ilha se integrou ao país nos últimos anos, mas segue com seus valores.
Fizemos uma caminhada de aproximadamente 30 minutos até a Praça Central no alto, durante a caminhada é interessante notar a vida simples de seus habitantes, Taquile não tem ruas, carros, bicicletas ou mulas, tudo e todos transitam por caminhos de pedras que possuem dezenas de arcos de pedra. Realmente é vivenciar uma outra realidade, totalmente diferente do que estamos acostumados, uma experiência única!!!
No caminho de volta, tivemos uma grata surpresa! Paramos em uma casa de moradores típicos, local onde seria o nosso almoço. Enquanto aguardávamos a comida, vimos apresentações de dança e de alguns trabalhos manuais feitos pela comunidade local. Kadjon chegou até a dançar!!! O almoço foi simples, mas muito saboroso, com a linda imagem do Titicaca ao fundo, tomamos cerveja e comi a melhor TRUUUCHAAA (forma que o guia falava, KKKK) da expedição!!!
No retorno ao barco uma ideia não me saia da cabeça, já estávamos a vários dias percorrendo e conhecendo tudo sobre o mais alto lago navegável do mundo, mas faltava uma coisa... Apesar do vento frio o sol estava bonito, fui tomado por uma vontade enorme de dar um mergulho no Titicaca, para mim a expedição somente seria completa dessa forma, sendo assim, me lancei nas águas geladas do grande lago e tive sensação incrível de dever cumprido, é como se todo sofrimento da expedição tivesse valido a pena... Fiquei plenamente realizado e muito feliz!!! Os outros expedicionários não tiveram coragem, mas que sabe em outra oportunidade... rsrsrsrs. O retorno a Puno foi tranquilo, mas demorado. Quase 3 horas navegando pelo Titicaca.

1º Dia - Desafio da Serra da Jiboia 16: Da Fazenda a Santa Teresinha (Texto: João Ramos)

A expectativa de fazer essa aventura pela primeira vez era grande, assim como a resenha e a pressão da turma já na sexta a noite, assombrando muita gente.
A viagem foi tranquila. Eu, Fabi, Elson, Mario, Bezerra e Téo nos encontramos num posto na BR-101 próximo a Feira de Santa e seguimos rumo a Fazenda em Santo Antônio de Jesus. Logo na chegada a tensão foi aumentando, pois dava pra perceber quantas ladeiras teríamos que subir e descer. Mas nada como uma boa comida pra tudo se acalmar, pois um banquete com duas travessas de lasanha nos esperavam, e logo tratamos de traçá-las, pois iríamos precisar de muita energia para os dias seguintes.
A dormida foi show, e logo acordamos bem cedo pra arrumar as coisas e seguir rumo ao desafio. Café da manhã reforçado, fotos e logo ouvimos o sinal do chefe "PARTIU!!!!". De cara paramos pra a foto oficial tendo como paisagem ao fundo a famosa e temida Serra da Jibóia, cercada de muito verde, estradas, trilhas, fazendas e lá no topo, rodeado de nuvens, víamos as antenas, onde certamente iríamos passar. Seguimos por subidas e descidas muito rápidas e intermináveis, até que numa dessas fiquei sem o freio dianteiro, as pastilhas voaram longe. Logo parei pra colocar uma reserva, aliás a única que levava. Enquanto Bezerra me ajudava, ouvíamos mais a frente uns hurros e a agonia do nosso amigo Marão chamando raullll e colocando todo o café pra fora, resolvendo sua aflição e eliminando o excesso de bagagem.
Seguimos em frente com mais algumas ladeiras, na esperança de chegarmos no primeiro ponto de hidratação em Taboleiro do Castro. Reabastecemos e seguimos renovados. Percebi que tinha que valorizar cada trecho de descida e os raros planos, pois logo vinha uma subida bem cascuda. Mas nem tudo foi sofrimento, pois há sempre um oásis no deserto, e logo chegamos na Cachoeira do Nunes, maravilha de lugar! Ficamos ressentidos pelo colega Mario que não pode continuar por ter o rolamento traseiro da sua bike quebrado, tendo que voltar, mas seguimos com as forças renovadas, pois começava ali uma longa subida, e mesmo empurrando a bike em alguns trechos devido às raízes e valetas, tudo era top, muita mata fechada e temperatura agradável, até que chegamos no topo e pudemos contemplar a natureza com enormes árvores seculares, muito parecidas com as famosas "Secóias Gigantes". Tiramos fotos e fizemos homenagens aos colegas aniversariantes e os que não puderam estar ali presentes, e seguimos a trilha. Agora com um ótimo trecho de "downhill" cheio de curvas e descidas muito top, até que chegamos no "bar da farofa".
Já passava do meio dia e estávamos com muita fome e sede, onde fomos agraciados com uma deliciosa farofa, refrigerantes, água e algumas cervejas pra refrescar, e um excelente atendimento das pessoas humildes daquele ótimo lugar. Então tivemos a notícia boa de que Mario tinha conseguido consertar a bike e iria nos encontrar em Santa Terezinha para fazer a volta no dia seguinte.
Partimos e logo pegamos um ladeirona, não muito inclinada, mas bastante extensa que parecia não acabar. Pedalamos, pedalamos, e pedalamos, até chegarmos novamente ao pé da Serra onde paramos pra reabastecer as energias e encarar mais uma série de subidas, desta vez elas iam ficando mais inclinadas, até que chegamos no topo, onde lá estava nosso chefe nos esperando para nos presentear com um "downhill" muito massa. Descemos brocando em alta até chegarmos em Pedra Branca, um vilarejo muito bonito, típica vilazinha de interior, onde pudemos reviver os tempos de infância, matando a sede com umas tubaínas bem geladas.