Aniversário do Mural e Corujão IV

Sábado, 18 de setembro 2010, cheguei ao posto de Barra de Pojuca, às 15:30, encontrando parte da turma para a nossa aventura, que para mim tinha um gosto especial, pois seria a minha primeira trilha com o pessoal do MURAL DE AVENTURAS, e como era de se esperar estava ansioso porquê havia pouco tempo pedalando e o meu preparo físico não estar dos melhores, mas com muita coragem me lancei a este desafio. Além de tudo era Aniversário do Mural de Aventuras e isto fazia com que tivesse um ar de festa sobre o grupo, como todo aniversário teve bolo, salgados, pãozinho e refrigerante, parabéns e presentes que foram sorteados entre os participantes.
Após a nossa pequena e rápida festa, que, diga-se de passagem, teve ao fundo o som de um mine trio com a sugestiva música “vai cachorra” tivemos a foto oficial com a bandeira do grupo. Partimos para a nossa aventura em número de 19 (Eu – Ramster, Elson, JP, Josué, Coquinha, David, Ilário, Popó, Nanal, Gaúcho, Piau, Marcão, Ciro, Jairo, Luis, Maurão, Jairo, dentre outros os quais me recordo, mas não lembro os nomes) no início tivemos que passar por dentro do desfile do orgulho gay de Barra de Pojuca. Inicialmente pegamos um estradão e após alguns quilômetros de pedalada entramos numa estrada vicinal onde pedalamos por alguns minutos até chegarmos a uma ladeira de terra e cascalho e inclinação, provavelmente, próxima dos 70º, onde foi lançado o desafio de quem a subiria sem colocar o pé no chão durante o trajeto. Desafiados lançaram-se contra a mesma, muitos conseguiram, muitos tentaram e alguns, como eu, nem tentaram, ficará para próxima. Neste momento presenciamos os primeiros tombos. Após o desafio seguimos viagem, ainda muito estradão, com suas subidas e descidas, numa destas subidas perdi literalmente o fôlego, parada de recomposição do fôlego, pois estava a beira de colocar o coração pela boca e era apenas o início da aventura.
Estava a começar o anoitecer quando chegamos à beira do rio pojuca, nos preparamos para a sua travessia, a maioria tirou seus sapatos e meias, para a travessia, bicicletas nos lombos e lá fomos nós, a travessia foi tranqüila apesar de o rio, nesta época do ano, está volumoso e com um pouco de correnteza, durante a recomposição e eventual descanso da travessia, tivemos o inesperado Coquinha alardeando para todos que levou meia de reserva por causa do rio e Ciro descobrindo que perderá seu óculos. Tivemos que esperar o Ciro voltar à outra margem para procurar os seus óculos e achar o de David que esquecera e nem percebera, talvez por nervosismo de atravessar o rio sem saber nadar, que o mesmo ficou na outra margem. Vale lembrar, que neste momento tivemos um papo com um simpático morador da região, o qual até nos indagou “vocês fazem isso (entenda-se pedalar) sem uso de nada, tipo um cinqüenta e unzinho?”. Mais fotos para nossos registros e pedal na trilha, pois, já era noite e com nossas lanternas ligadas, começamos adentrar nas trilhas de mata fechada que para nossa surpresa tinha vários charcos, ou seja, para que tiramos os sapatos para atravessar o rio? Passamos por um esqueleto aparentemente de um cavalo jogado bem no meio de um caminho, o qual nos leva a crer que a muito não se passa por ali um veículo de porte. Após alguns quilômetros por está trilha chegamos a mais um estradão que nos levou a um bar/lanchonete onde fizemos a nossa reposição energética/hidráulica para continuarmos viagem, após o lanche retomamos a estrada, após alguns minutos de pedalada o colega Popó foi ajeitar a lanterna da cabeça e tomou um capote, mas nada aconteceu ao colega, refeito o susto continuamos a viagem. Adentramos em um single track, onde segundo os mais experientes, era preciso cautela devido às raízes, porém foi uma bela descida e subida com muito divertimento e curtição, retornamos a estrada para irmos de encontro com outra pista vicinal que nos levaria a uma trilha em direção à Imbassaí, esta trilha, alertada por Maurão, tinha um pouco mais de dificuldade, foi durante este trecho que aconteceu o inesperado o colega Jairo sofreu uma queda que prejudicou o seu desempenho. Sendo assim, mudamos o trajeto para reduzirmos a distância. Nos dirigimos a Açu da Torre e de lá para a Linha Verde, na entrada de Praia do Forte, avistamos uma viatura policial e pedimos suporte para que o nosso colega, o qual, diga-se de passagem, bravamente rejeitou se rebocado e pedalou até alí.
Após uma breve reunião, decidimos que não retornaríamos os 9 Km pela Linha Verde e sim por dentro da reserva Sapiranga, pegamos o estradão por alguns quilômetros até o ponto de descida pela reserva, um single track com o terreno bastante arenoso, onde eu, particularmente, levei uma surra com pelo menos umas três quedas durante este trecho e no final uma “lagoa de areia”, assim a definir, o qual só se via quem chegava caindo de forma cinematográfica, a exemplo, Coquinha, a melhor queda, eu que ao perceber saltei da bike e sai correndo, Maurão que para não bater em minha bicicleta se jogou, dentre outras (Vejam os vídeos). Em seguida, mais alguns quilômetros sobre o asfalto da Linha Verde até o ponto de partida chegando ao fim de mais uma aventura do MURAL DE AVENTURAS.
Vale ressaltar que a união, a compreensão, a integração e a motivação para continuarmos foram fundamentais para a aventura, que assim como eu tinha outros que não estão ainda em forma, mas que bravamente cumprimos todo o percurso, e acima de tudo o fortalecimento e consolidação de uma amizade não somente entre os participantes, mas também de todos com o esporte em si, mesmo para aquele que já estão no mesmo há anos. Além de nos aproximar da natureza e nos mostrar que ainda é possível vivermos em harmonia com o meio ambiente e assim possamos limpar nossas mentes do nosso corriqueiro e corrido dia-a-dia.
Essa foi a minha estréia nas trilhas e resenha do mural, espero que gostem.
Obrigado MURAL DE AVENTURAS! Ramster.
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Trilha em Pituaçu

No dia 12/09/10 no parque de Pituaçu aconteceu um grande encontro, entre a galera do XC e a galera do Freeride. Era possível sentir o espírito aventureiro no semblante de todos. Depois de 4 meses parado o meu retorno foi quente, Ufa! e como foi quente. Começamos a trilhar com os “malucos” do Freeride pulando tudo, paredes, rampas, paredões enquanto a galera do XC pulava pedrinhas, formigueiros, pedaços de paus etc, rsrsrs, e tudo isso nós faz refletir o quanto a natureza é bela, e com tanto saltos, curvas, matos e as dificuldades naturais aconteceram as quedas, e que quedas! (as minhas pernas que o diga). Paramos pra uma água de coco; como sempre um biruta chamado Choque serrando á água de um e de outro, coitado do Hélio foi o privilegiado do dia. Seguimos a trilha com mais tombos e engavetamentos, em meio a caminhada fiz amizade com um jovem de 14 anos que pedalava pela sua 4° vez conosco, imaginei que ele estava com o pai mais segundo ele o seu pai não gosta de pedalar e é fumante. Eu acredito que muitos resultados positivos virão na vida desse jovem, espero que haja muitos encontros como esse que una pessoas e nós tornarmos cada dia mais solidários. Valeu Galera!!! Vivaldo.
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